Para conscientizar e expandir olhares: Southern lança primeiro CD

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Quando se chega às encruzilhadas da revolução é momento de despertar. Revolucionar pensamentos, romper a alienação, mudar e expandir os olhares sobre a realidade. Essa mensagem chega com o primeiro trabalho da caxiense Southern. O álbum Crossroads of the Revolution será lançado no dia 23 de setembro, às 20h, na Sala de Teatro Professor Valentim Lazzaroto, no Centro Municipal de Cultura Dr. Henrique Ordovás Filho, em Caxias do Sul.

Financiado pelo Financiarte, o primeiro CD da banda de thrash metal contemporâneo é conceitual, carregado de ideologia, tratando sobre a impunidade no Brasil, a manipulação coletiva e o cenário político, com a proposta de promover consciência. As diferentes abordagens sobre o tema são o fio condutor das nove faixas do álbum.

As músicas unem elementos do thrash, do death e do nu metal, mostrando a identidade da banda e uma técnica apurada. Entre os destaques do trabalho estão Den Cannibal, que versa sobre as vertentes do poder e a corrupção, e Southern America, que apresenta aos países vizinhos o que acontece no Brasil em termos de política. Composto de faixas rápidas e versões mais calmas, o trabalho promete atender a diferentes gostos no estilo.

“Nosso som tem características sulistas, com uma atmosfera fria, cinzenta e pesada, típica do heavy metal. Além de estarmos na América do Sul, no Rio Grande do Sul, em Caxias do Sul: não há como ter mais a ver com o sul”, definem os integrantes. No início, a proposta da banda era somente abraçar sua origem sulista. Agora a ideia é alcançar a América Latina e ir além, atravessando fronteiras para apresentar o que é produzido no município. Prova disso são os lançamentos já programados para novembro na Argentina, nas cidades de Rosário, Buenos Aires e Santa Fé.

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Financiado pelo Financiarte, da Prefeitura de Caxias do Sul, o CD Crossroads of the Revolution foi produzido por Carlos Balbinot e Marcelo Santos (Torvo), e gravado na Noise Produtora de Áudio. A masterização é de Carlos Balbinot e Fabrício Zanco, com participação especial de Felipe Giroto (Magabarat e Velho Hippie) nas percussões da música Crossroads of the Revolution. A produção cultural é de Caliandra Troian. Após o show de lançamento, o álbum estará disponível para streaming no site www.southernoficial.com.br, onde também será possível adquirir o CD físico ou virtual, por R$ 29,90, ou faixas individuais para download, além de camisetas e outros materiais promocionais da banda.

Sobre a Southern

Formada por Renan Hoffmann (vocalista), Mateus Felippe (bateria), Leonardo Felippe (guitarra) e Ivan Frezza (baixo), a banda caxiense foi criada em 2013. A Southern é uma banda de thrash metal contemporâneo, que reúne elementos do groove, do death e do nu metal, do grunge e do southern rock, em linhas vocais, de bateria, baixo e guitarra que formam uma história, com início, meio e fim. “Não pretendemos fazer algo muito underground, há em nosso som uma melodia clara, riffs marcantes de guitarra e diversas variações rítmicas”, descrevem. Os rapazes identificam seu trabalho com referências como Pantera, Damageplan, Lamb of God, Down, Metallica, Alice In Chains e Godsmack, além de bandas nacionais como Sepultura, Project46, Claustrofobia, Torvo e Eminence.

Uma de suas músicas, intitulada Irrelevant, fez parte da coletânea Imperative Music Compilation Volume IX, lançada em 2015. O projeto reuniu faixas de bandas de destaque no cenário musical do metal e foi distribuído em gravadoras da Europa, dos Estados Unidos, Brasil e Japão.

Saiba mais sobre a Southern no site www.southernoficial.com.br, na fanpage www.facebook.com/southernoficial/, no Instagram e no YouTube da banda.

 

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JL lança “Incólume” dia 8 de julho em show no Teatro do SESC

Quarto álbum do rapper caxiense conta com parceria de músicos nacionais

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                O boom bap e o trap, estilos do rap, mesclam-se no novo disco do rapper caxiense João Luiz Debastiani, o JL. Incólume é o quarto álbum lançado pelo músico e significa “sair ileso”, termo que representa a história do rap na vida de JL, que encontrou na música um caminho do bem, um resgate. O CD, financiado pelo Financiarte, terá show de lançamento no dia 8 de julho, às 21 horas, no Teatro do SESC. O ingresso custa R$ 5 e está à venda na loja Verse (Av. Julio de Castilhos, 2677, São Pelegrino). Ao comprar a entrada, ganha-se um exemplar de Incólume.

A proposta de JL com o álbum é mudar a imagem que o público tem sobre o rap e alcançar mais pessoas. Assim, o show de lançamento também terá um formato inovador, com banda. Ao lado de JL estarão os músicos Carlos Balbinot, Diego De Toni, Izac Zaccani, Fabio Kalifa, Neimar Faria, Diego Viecelli e João Gregol. Entre os instrumentos presentes no lançamento estão o saxofone e o violino, tradicionalmente encontrados na música clássica. Vinicius Opi assume o vocal.

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Incólume apresenta 13 faixas inéditas que tratam sobre interesses dos jovens, festas e diversão, além de promover uma reflexão social, por meio de temas como a inflação e a corrupção. Por fim, o CD fala sobre o que JL viveu e o que almeja para o futuro.

Dentre as faixas, o rapper destaca “Eu quero”, música que conquistou diversas pessoas, inclusive que não ouviam rap. O artista acredita que a abrangência alcançada se deve ao refrão mais melódico, à música instrumental e também à letra, que reflete sobre o que se deseja para a vida.

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O disco é uma produção de Lucas Pombo e conta com a participação dos Mc’s Nocivo Shomon, Lucas Dcan, Mike Maidana, Terra Preta, Guido CNR, Japonês DL e Cadu C. Army. A capa é assinada por Guilherme Nerd. O álbum custa R$5 e pode ser adquirido diretamente com o rapper pelo e-mail jotalrs@gmail.com, e nas lojas Virtual Music, no Shopping Prataviera, e Verse.

Sobre JL

O caxiense João Luiz Debastiani, o JL, era um adolescente bastante ligado ao futebol, e devido ao esporte ficou oito meses engessado. Nessa fase, aos 13 anos, identificou-se com a música e começou a tocar. Integrou uma banda com influências de hardcore e punk rock, até que passou a interessar-se pelo rap. Entre suas influências estavam os Beast Boys e a banda Planet Hemp, liderada por Marcelo D2. A partir do gosto que desenvolveu pelo estilo e também por gostar de escrever poemas, JL montou um grupo de rap com um amigo, que cantava suas letras. Após o falecimento do amigo, JL também passou a cantar e rimar.

Em 2007, o rapper lançou seu primeiro álbum, intitulado Minha fé, minha rima, primeiro CD de rap aprovado pelo Financiarte em Caxias do Sul. Em 2010, lançou sua segunda obra, dessa vez com banda, o CD Eu vivo para rimar. O terceiro álbum foi lançado em 2012, primeira obra independente. Eu assino teve quatro mil cópias vendidas “de mão em mão” e, dessa forma, chegou até cidades como Olinda e Rio de Janeiro. Por meio do álbum, JL também estreou o videoclipe da faixa Eu vim até aqui na MTV. Em junho de 2016, o artista abriu o show do consagrado grupo de rap Racionais MC’s, na última sexta-feira, 17. No dia 29, abre o show de Marcelo D2, em Caxias do Sul.

Prêmio da Música da Serra Gaúcha revela indicados

Entre os 49 trabalhos inscritos, 24 foram selecionados pela comissão julgadora para concorrer às categorias principais

Comissão julgadora 2016

A comissão julgadora do Prêmio da Música da Serra Gaúcha já definiu os indicados para as categorias principais. O projeto teve 49 trabalhos fonográficos inscritos, e 24 deles figuram entre os indicados para os troféus nas categorias principais, que serão distribuídos no dia 21 de julho, no UCS Teatro, em Caxias do Sul.

O diretor artístico do Prêmio, Le Daros, explica que o envolvimento dos membros da comissão julgadora na análise dos trabalhos inscritos foi fundamental para elencarem os finalistas, com muito debate sobre os méritos das diversas obras participantes. “Os indicados representam muito bem a qualidade artística da produção musical de nossa região”, conclui, lembrando que vários trabalhos de qualidade não ficaram entre os selecionados, especialmente na categoria rock, que recebeu o maior número de inscrições.

Trabalhos indicados ao Prêmio nas categorias principais:

Álbum música regional (que inclui os subgêneros nativista, gaúcho e sertanejo):

Das Vezes que Pensei Escrito (Fábio Soares)

Meus Recuerdos (Grupo Canteriando)

De Alma Aberta (Rodrigo Morales)

Na Estrada (Valdir Verona)

Álbum rock (que inclui os subgêneros rock, blues, punk e metal):

All Quiet, All Dead (Keep Them Blind)

Cellophane (Mindgarden)

Underload (Underload)

Flor Lilás (Velho Hippie)

Híbridos (Volux)

Álbum pop (que inclui os subgêneros pop, reggae, soul e funk):

Voa (Dr. Hank)

Lady Zion (Marciah Novello)

Apollo (Rafael Poletto)

Álbum rap:

Autoestima (Erreap)

Eu Assino (JL)

15 anos – Poetas Divilas (Poetas Divilas)

Álbum MPB (que inclui os subgêneros MPB, samba e pagode):

As Estações (Cardo Peixoto)

Muito Além da Paz (Dan Ferretti)

Fim de Ciclo (Guto Agostini)

Amô (Pietro Ferretti)

Álbum instrumental:

Ária Trio II (Ária Trio)

Sociedade das Aventuras Fantásticas (De Ros)

Duo de Viola e Acordeon (Valdir Verona e Rafael de Boni)

Magabarat (Magabarat)

Às Pampas (Yangos)

Categorias complementares:

Os vencedores dos prêmios de melhor álbum do ano, instrumentista, vocalista/intérprete, produtor musical, projeto gráfico e artista/banda revelação de 2015 serão conhecidos na data de entrega do Prêmio. O homenageado da premiação já foi definido, e será revelado em breve.

Comissão julgadora:

O trabalho da comissão julgadora avaliou os álbuns participantes em aspectos técnicos, de composição e execução, e em quesitos como qualidade de gravação e relevância no mercado atual. Conheça os jurados:

Frank Jorge: músico e compositor natural de Porto Alegre, já teve composições gravadas por bandas como Pato Fu, Ira, Tony Platão, Wander Vildner, Hard Working e Garota Verde, além de ter fundado e participado de diversas bandas, entre elas Os Cascavellettes, Cowboys Espirituais e Graforreia Xilarmônica. Formado em Letras pela PUC e em Radialismo pelo SENAC, já trabalhou em produtoras de áudio e na produção e apresentação dos programas Radar, na TVE-RS, e Crocâncias Diversas, na Rádio Ipanema FM. É especialista em Docência no Ensino Superior, mestrando no Programa de Pós-graduação em Ciências da Comunicação e coordenador e professor no curso de Tecnólogo de Produção Fonográfica na UNISINOS.

Fábio Alves: é contrabaixista da Orquestra Sinfônica da Universidade de Caxias do Sul e da Orquestra UNISINOS/Anchieta. Bacharel em Contrabaixo Acústico pela UFRGS, é professor de contrabaixo acústico e elétrico e de conteúdo musical teórico. Já participou do Double Bass Symposium na University of Geórgia e de festivais de música erudita como o Festival SESC de Música, a Oficina de Música de Curitiba, o FEMUSC e o Festival de Inverno do Vale Vêneto – UFSM. Também atua em diversos gêneros da música popular. Já circulou e registrou seu trabalho com grupos e bandas como Cartel, Lucille, T-Rox e Akashic. Gravou com Oscar dos Reis, Matheus Kleber e Éder Bergozza, além de compor trilhas sonoras para produções audiovisuais.

– Luiz Ortiz: bacharel em Música com habilitação em Violão Erudito pela UFRGS, possui especialização em Gestão de Políticas Públicas de Cultura na Área de Produção Cultural. Participou de diversos cursos de extensão e já foi docente do Curso Fundamental de Música da Sociedade de Cultura Musical e Pró-reitoria de Extensão e Relações Universitárias da Universidade de Caxias do Sul, em cursos livres de violão, guitarra, teoria e harmonia musical, oficinas e workshops. Também ministrou disciplinas no curso de Licenciatura em Música e na extensão em Improvisação na Música Popular, na Universidade de Caxias do Sul, entre outros.

– Tiago Garziera: jornalista formado pela UNISINOS, é diretor de cultura da Secretaria de Cultura de Bento Gonçalves. Atuou por 10 anos como colunista de música e editor do caderno de cultura Sete Dias, do Jornal Pioneiro, de Caxias do Sul. Também já foi repórter e editor nos jornais Domínio da Notícia e A Semana, de Farroupilha, e repórter nos jornais Gazeta em dia, Diário de Bento e JBG, em Bento Gonçalves.

Patrícia Pereira Porto: coordenadora e professora do Curso de Licenciatura em Música da Universidade de Caxias do Sul. É doutora em Letras pela UCS, mestre em Memória Social e Patrimônio Cultural e bacharel em Violão pela Universidade Federal de Pelotas. Tem atuado como violonista e contrabaixista, com ênfase em música de câmara e bandas de rock/metal. Destacam-se entre seus projetos musicais o Violando…, grupo camerístico de violões com influências de rock progressivo e música erudita; o Cantos a la Noche, em parceria com a soprano Carla Domingues e o violonista Windsor Osinaga; e a participação como contrabaixista na banda de dark metal M26, que lançou o CD Misantropia em 2014.

Prêmio

O Prêmio da Música da Serra Gaúcha foi criado para reconhecer e destacar os trabalhos fonográficos produzidos por artistas da Serra Gaúcha entre 2013 e 2015, além de promover a integração regional. A iniciativa é composta pelo jornalista e músico Ricardo Tonet Dini, diretor do projeto, e o produtor musical Leandro Daros, diretor artístico, com produção cultural de Caliandra Troian.

O evento é uma realização de Musicaxias Produções financiada pelo Financiarte, da Prefeitura de Caxias do Sul. Saiba mais no site www.pmsgoficial.com.br e na fan page www.facebook.com/pmsgoficial.

Banda Cão Sem Dono lança videoclipe

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A banda de rock gaúcho Cão Sem Dono lança nesta segunda-feira (23) o videoclipe de “Ao Sabor do Vento”, uma das três faixas autorais que compõem o primeiro EP da banda, Rock de Cima da Serra, lançado de forma independente em 2015.

O clipe foi financiado com recursos do Financiarte, da Prefeitura de Caxias do Sul. Formada em maio de 2013, a Cão Sem Dono expressa em suas letras uma mensagem positiva de superação, amor, cotidiano e diversão. E no videoclipe não é diferente. Gravado em uma estrada que liga os distritos de Criúva e Vila Seca, no interior de Caxias do Sul, o clipe aborda a temática da liberdade e da convivência com os amigos, por exemplo. Nele, os integrantes da banda aparecem tocando na caçamba de um caminhão antigo em movimento, em uma bela paisagem solar que representa o lado leve da vida, em boa companhia.

O engajamento social do clipe está na participação da cadelinha Leona,acolhida há mais de um ano em um lar para cães abandonados, no bairro Altos de Galópolis, em Caxias do Sul. Durante o processo de gravação e edição do videoclipe, os integrantes da banda, apaixonados por cães, promoveram a campanha “Um Lar para Leona”, que consistiu na criação da página facebook.com/umlarparaleona e do site adoteumcaosemdono.wix.com/umlarparaleona, com o objetivo de buscar uma família para ela. Um casal acabou adotando-a e outros cães que foram abandonados também ganharam um novo lar.

A ideia é que, com o lançamento do vídeo, a Cão Sem Dono continue engajada em ações de apoio a entidades que acolhem animais abandonados. O clipe será lançado às 18h30, no canal da banda no Youtube, que pode ser acessado em http://www.youtube.com/channel/UCQAW-lyIGhrphq90vdMKA6w.

O trabalho da Cão Sem Dono também pode ser conferido em: http://www.adoteumcaosemdono.wix.com/musica-e-atitude; facebook.com/adoteumcaosemdono; instagram.com/caosemdonorock; soundcloud.com/adoteumcaosemdono.

Crédito. Mateus Luedke (5).jpg

PERFIL

Formada por Cristiano Pedrotti (Voz e Violão), Rafael Dias (Guitarra), Ramon Osmainschi (Baixo e Voz) e Ulisses Vieira (Bateria), a banda tem influências, principalmente, do rock gaúcho. Em 2015, a Cão Sem Dono lançou de forma independente o seu primeiro EP, Rock de Cima da Serra, gravado nos estúdios da audioFARM, em Viamão (RS), com a produção musical de Diego “Floreio” Dias, da Vera Loca.

Ficha Técnica – Clipe “Ao Sabor do Vento” – Cão Sem Dono

Direção: Filipe Melo

Assistente de Direção: Samuel Bovo

Roteiro: Quim Douglas Dalberto

Produção: Carine Panigaz

Direção de Arte: Rafael Dambroz

Assistente de Arte: Wagner Carsten

Direção de Fotografia: Bruno Kriger

Assistente de Fotografia: Leandro Foscarini

Fotografia Still: Mateus Ludke

Produção Cultural: Caliandra Troian

Produção Musical: Diego Dias

Assista ao clipe aqui: https://www.youtube.com/watch?v=ENpqFfz-6RQ

Primeira edição do Prêmio da Música da Serra Gaúcha é realizada em 2016

Evento criado para valorizar produção fonográfica regional abre inscrições a partir do dia 20 de março e distribuirá 13 distinções no dia 21 de julho

Pode aumentar o volume, pois é momento de apreciar a música produzida na região: está no ar a primeira edição do Prêmio da Música da Serra Gaúcha. Para bandas e artistas que desejam participar, as inscrições abrem a partir de 20 de março, no site do evento  (www.pmsgoficial.com.br), e se estendem até o dia 20 de abril. Custeado pelo Financiarte, o projeto foi criado para reconhecer os trabalhos fonográficos produzidos por artistas da Serra Gaúcha entre 2013 e 2015, e distribuirá 13 troféus no dia 21 de julho, no UCS Teatro, em Caxias do Sul.

Uma comissão julgadora, formada por renomados profissionais da cena musical gaúcha, será responsável pela avaliação das obras inscritas, divididas em seis categorias principais e sete subcategorias, que compreendem os seguintes gêneros: álbum música regional (nativista/gaúcha/sertaneja), álbum rock (rock/blues/punk/metal), álbum pop  (pop/reggae/soul/funk), álbum rap, álbum MPB (MPB/samba/pagode) e álbum instrumental. Ainda serão concedidas pela comissão as distinções de melhor álbum do ano, melhor instrumentista, melhor vocalista/intérprete, melhor produtor musical, melhor projeto gráfico, artista/banda revelação do ano de 2015 e homenageado(a) do ano.

O Prêmio da Música da Serra Gaúcha foi uma iniciativa composta pelo jornalista e músico Ricardo Tonet Dini, diretor do projeto, e o roteirista e produtor musical Leandro Daros, diretor artístico. O objetivo é valorizar o que é criado na Serra Gaúcha para fomentar o desenvolvimento do setor e incentivar artistas, produtores e demais profissionais da cadeia produtiva da música a produzirem mais e com qualidade superior. “Nossa região registra um histórico de lançamento de ótimos álbuns, e um evento social de premiação anual trará visibilidade a esses produtos, para que possam ser conhecidos e consumidos por outros públicos”, justifica Dini.

Identidade visual

A identidade visual do projeto foi elaborada pela Egge – Agência Digital, concebida pelo diretor de marketing Giovanni Dall’Alba e pelo diretor de arte Gabriel Sampaio. A temática musical combina elementos clássicos e modernos, considerando os diferentes estilos que o evento premiará. Sampaio explica que as cores escolhidas baseiam-se nos tons da ribalta. “Cores quentes trazem certo intimismo e são muito comuns em apresentações musicais”, acrescenta. Além disso, elementos da escrita e teoria musical foram desconstruídos e assimilados aos caracteres do logotipo, como ligaduras e partes de claves e notas musicais.

A agência é responsável pela criação do logotipo do Prêmio, o desenvolvimento do website, dos materiais impressos e a comunicação digital.

Prêmio da Música da Serra Gaúcha

O evento é uma realização de Musicaxias Produções, com direção de Ricardo Tonet Dini e Leandro Daros, e produção cultural de Caliandra Troian. É custeado pelo Financiarte, da Prefeitura de Caxias do Sul.

Mais informações no site do projeto www.pmsgoficial.com.br, que vai ao ar a partir de 15 de março, e na fan page www.facebook.com/pmsgoficial.

Identidade visual Prêmio da Música - Crédito Egge

Keep Them Blind lança CD de estreia

Keep Them Blind - Foto Maicon Damasceno

Foto: Maicon Damasceno

A banda caxiense Keep Them Blind faz nesta sexta-feira 13 o lançamento oficial do seu primeiro disco, All Quiet, All Dead. O CD, que é custeado pelo Financiarte da Prefeitura de Caxias do Sul, apresenta uma sonoridade pesada, com raiz no thrash, mas com elementos que passam por várias outras vertentes do heavy metal. A festa de lançamento ocorre no Marechal Rock Bar, das 20h às 23h, com sessão de autógrafos e entrada franca. No dia 19 de novembro, a partir das 23h, a banda participa do festival Natal do Metal, na sede da União das Associações de Bairros (UAB), onde fará o primeiro show ao vivo do disco.  A pré-venda do CD já começou no site www.keepthemblind.com e na página da banda no facebook.

Keep Them Blind tem em sua formação Thiago Caurio (bateria), Alex Bleggi (vocais), Benhur Lima (baixo e vocais) e Maicon Dorigatti (guitarras). Caurio e Benhur também atuam em outras bandas já consagradas no cenário nacional, como Astafix e Hibria, respectivamente. Dorigatti é guitarrista da Hate Handles, e Bleggi faz sua estreia no mundo do metal. A Keep Them Blind reúne influências que vão desde os clássicos Black Sabbath, Pantera e Sepultura até grupos mais modernos, como Gojira e Meshuggah. No entanto, o quarteto aposta em uma identidade musical bem própria. “É um som pesado, porém com melodia. Vamos do thrash ao clássico, com inserção de vocal limpo e instrumentos como violoncelo e viola. Apostamos em músicas com harmonia e dissonâncias para criar diferentes climas e dinâmicas”, explica Dorigatti.

All Quiet, All Dead tem 13 faixas. A música I, The Fall  recentemente teve o clipe lançado no canal da banda no Youtube (www.youtube.com/keepthemblind). “Começamos a gravar em março deste ano. Depois de gravarmos tudo, convidamos alguns amigos para participar, como João Viegas (percussão), Patrícia Vianna (vozes) e Cassiano Brown da Rocha (cello e viola). É o primeiro disco que assino como produtor, foi um álbum feito com muita dedicação e entre amigos de longa data, desde as músicas, as fotos, clipes e o encarte.  Estou muito orgulhoso de todo o trabalho ”, comenta Caurio.

Capa do CD Keep Them Blind

Arte da capa: Alex Bleggi

A ideia da banda é divulgar ao máximo o CD antes de cair na estrada. “As expectativas são muito boas. Temos algum material já disponível na internet, e o pessoal tem gostado bastante. Estamos ansiosos para tocar o CD ao vivo”, destaca Bleggi.

Data “macabra” para o lançamento – A sexta-feira 13 de novembro veio a calhar para o lançamento de All Quiet, All Dead. A banda diz que a escolha da data não deixa de ser uma forma de homenagear seus ídolos. “Na verdade, essa ideia não é muito autêntica. O primeiro CD do Black Sabbath foi lançado em uma sexta-feira 13, em 1970. Como todos da banda são fãs de Sabbath, copiamos a ideia, que não deixa de ser uma homenagem à banda. Deu certo com eles, tomara que dê certo com a gente também”, brinca Caurio.

Entre as cordas de guitarras caxienses

Paulo

Viver através da música nunca foi algo fácil. A falta de bons instrumentos, de espaços para tocar e de público sempre estiveram presentes no início da carreira de músico. A evolução da tecnologia tornou tudo mais acessível, da produção ao consumo musical. Apesar disso, diariamente alguém desiste de se dedicar exclusivamente à música. Em Caxias do Sul não é diferente, porém artistas com mais de 20 anos de carreira garantem que sempre haverá público para um bom músico. O segredo? Correr atrás e aprender com as dificuldades

por ANA SEERIG

Quando, no início da década de 90, a banda Bandida participou do programa Xuxa Park, Caxias do Sul parou. Ou, pelo menos, os jovens rockeiros espalhados pela cidade. Era a grande oportunidade de uma geração que se inspirava em bandas como AC/DC e Led Zeppelin para transformar ensaios de garagem em shows para os amigos. A diversão e a admiração pelos mesmos músicos eram responsáveis por reunir todo mundo, apesar da falta do resto: estrutura, bons instrumentos, conhecimento e, em alguns casos, talento. Os anos 80 foram recheados de aprendizagens através de erros, busca de oportunidades e persistência dos que sonhavam em viver da música, assim aqueles quase quatro minutos de aparição da banda caxiense ao lado da ‘Rainha dos Baixinhos’ foram o primeiro sinal de que o rock local estava amadurecendo.

O guitarrista Rafa Schuler, 42, então integrante da Bandida, chama a oportunidade de ‘jogo de sorte’. O empresário da banda, Renan Palmas Júnior, foi ao Rio de Janeiro e conseguiu chegar à sala de Marlene Mattos. “Ele nos contou que chegou lá sozinho e tinha uma pilha de CDs na mesa dela. Quando ele entregou o nosso CD, Atitudes, ela pegou e colocou em cima da pilha. Depois de uma, duas semanas, ela nos ligou para ir fazer o programa”, relembra.

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Além de não ganhar dinheiro algum pela participação, a banda ainda arcou com todos os gastos da viagem. A oportunidade rendeu reconhecimento na região e aumento na agenda de shows, apesar de não ter conquistado o público nacional. Mesmo depois de 20 anos, a Bandida continua a ser lembrada como a banda caxiense que chegou à Rede Globo.

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Crédito: Ricardo Wollffenbuttel

De lá pra cá muita coisa aconteceu, grupos se separaram e outros surgiram, alguns se mantiveram fieis à música enquanto outros buscaram novos caminhos. Schuler é um dos que permanece músico. Ele divide seu tempo entre a banda Estado das Coisas e seus projetos solos, como Rafa Schuler & Os Mostardas e o sazonal Christmas Rock, além de ministrar aulas de guitarra. “Eu não reclamo de nada em relação a música. Eu acho que tem que sentar, trabalhar e cativar teu público. Pra dar certo, tu tem que te entregar de corpo e alma. Tem a peleia, a gente tem as dificuldades como qualquer profissão, mas sou muito feliz. Eu amo o que eu faço”, garante.

Viver de música

Para o músico Rodrigo Campagnolo, 40, a expressão ‘viver de música’ tem diversas interpretações. Há quem dê aulas, há quem trabalhe com a parte técnica, mas, para ele, desde que começou a tocar profissionalmente, aos 17 anos, o viver de música significa estar em cima do palco. “Eu peguei muito jovem o gosto pelo palco, então eu faço o possível para estar sempre no palco. Muitos amigos meus têm escola ou dão aula, e eles preferem ter a escola durante o dia, a semana, e de vez em quando fazer um show. Eu já prefiro o contrário, dar aula uma tarde por semana e estar ao máximo em cima de um palco”, diz.

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Crédito: Ricardo Dini

Integrante das bandas Capitão Ferro, Hardrockers e Eletric Blues Explosion, Campagnolo teve seu primeiro contato com a música através de aulas de piano aos seis anos. O estudo da guitarra começou aos 14 anos, depois de ter aprendido violão, e segue até hoje. No início, queria ser o melhor guitarrista de todos. Com o passar do tempo, percebeu que isso era impossível e decidiu fazer o máximo para ser ‘um dos bons guitarristas’. “Quando tu é jovem, tu quer ser o melhor guitarrista do mundo. Com o passar do tempo, tu te pergunta: ‘O que é ser o melhor?’. Como é que tu define o melhor? É quem vende mais disco ou quem tem mais técnica? O melhor é uma coisa inatingível, porque tu sempre pode melhorar, mesmo quando tu chegou onde tu acha que é o melhor. Eu não quero ser o melhor do mundo, eu quero ser o melhor que eu posso ser. Porque a partir do momento que tu é o melhor que tu pode ser, é o que tu é. E, no momento que é o que tu é, é de verdade e aí as pessoas entendem isso”, conclui.

Redes sociais

Ex-integrante de bandas como Gargathua e Akashik, Marcos De Ros, 44, está presente na lista 70 mestres da guitarra, violão e outros instrumentos de corda no Brasil, publicada em 2012 pela revista Rolling Stone. Do período em que começou a tocar, lembra da dificuldade de encontrar espaços e equipamento. Tudo era na base de troca de favores e gentilezas, além dos músicos suarem carregando amplificadores pelas ruas da cidade. O lema era ‘Se não tem lugar para tocar, a gente inventa’. “Hoje a internet nos traz muitas possibilidades, mas a gente não aproveita. A gente é extremamente fechado. Temos que olhar mais pros festivais que existem, investir na música autoral. Não adianta esperar aparecer na mídia pra fazer sucesso. Não, é o contrário. Eu tenho que trabalhar a ponto dos jornalistas me ligarem. Se isso não está acontecendo, é porque eu não estou fazendo algo direito”, afirma.

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Com mais de 13 mil seguidores no YouTube e quase 12 mil no Facebook, De Ros diz que, apesar de não render dinheiro diretamente, seus canais o ajudam a se manter como artista, já que é uma forma de atrair a atenção do público para o seu trabalho. Segundo ele, muitos músicos caxienses não estão aproveitando as oportunidades que a internet e a própria cidade oferecem. “Quando eu fiz turnê pela América Latina com o Pablo Soler, levei meus CDs para vender e o selo do financiamento público chamava muita atenção. Quando eu explicava que era uma lei municipal, o pessoal queria se mudar para o Brasil. Eles não acreditavam. Diziam: ‘Na minha cidade a prefeitura fecha os lugares em que tocamos’. E nós aqui em Caxias temos isso e não aproveitamos. Eu tenho que pegar esse material produzido e então conquistar espaço na mídia, não ficar esperando as coisas acontecerem”, observa.

Conquista de público

Quando Roberto Niederauer, 51, começou a tocar com a Psicose, o rock não tinha espaço no país e o grupo foi o primeiro de Caxias a tocar bandas da cena internacional. Um show no Clube Juvenil bateu recorde de público da época e chamou atenção para a banda. Niederauer compara a cena da época com a de agora. Se nos anos 70 a MPB dominava, hoje estilos como o sertanejo e o funk carioca (que está longe de ser comparado ao americano) tomam o espaço do rock. “O último grande ícone do rock foi o Kurt Cobain, do Nirvana, nos anos 90, que coincide com a internet. O que aconteceu? O surgimento da internet, em 94, 95, deu espaço para todo aquele pessoal que estava querendo aparecer. Então hoje um artista, como por exemplo a Katy Perry,  tem toda uma produção por trás, vai durar três, quatro anos e depois some. Antigamente os artistas tinham uma trajetória, tu tinha o contato físico com discos, revistas, camisetas, coisas que hoje não existe mais”, analisa.

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Crédito: Alex Milesi

Em contrapartida, a tecnologia facilitou muito a produção da música. Nas palavras de Niederauer, hoje é possível fazer um álbum com uma qualidade técnica melhor do que a de clássicos como Thriller, de Michael Jackson, e Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, dos Beatles.   Primeiro músico da cidade a gravar um LP de rock, em 1987,  o guitarrista das bandas Violeta Pop e Os Blugs, hoje regrava o álbum que entrou para a história musical da cidade, apesar da péssima qualidade técnica.

Entre a preocupação com o imediatismo do mundo moderno e o aplauso ao avanço tecnológico, o maior receio de Niederauer está no futuro da música. Segundo o guitarrista, hoje ela se tornou uma mera trilha sonora. “Eu acredito que daqui uns 50 anos, tu vai falar das bandas de rock como tu fala hoje das orquestras antigas. Quem viveu nos anos 40, 50, não tinha DJ nas festas, eram orquestras. Eram 30, 40 músicos que tocavam três horas direto sem amplificador ou outro equipamento. Era um som orgânico. E eu acho que esse é o futuro das bandas. Hoje a tecnologia te dá o som do baixo, da bateria, da guitarra. Quem souber mexer, faz uma música sozinho em dois dias. E nem precisa ser afinado, porque tem programas que arrumam a voz”, explica.

Essa facilitação tecnológica para produção e divulgação, torna o mercado musical muito amplo e o público disperso. Niederauer acredita que hoje faltam rádios que apoiem e divulguem a música local, como era feito nas décadas de 70 e 80. De acordo com ele, não adianta só o poder público investir em projetos através do Financiarte, se a mídia não abre espaço para que os artistas conquistem seu público.

Espaço na mídia

Depois de morar em Porto Alegre, o jornalista Ricardo Dini voltou a Caxias e percebeu que não existia espaço na mídia local para a produção musical caxiense, ao contrário do que acontecia na capital. Com base no que viu na maior cidade do estado, em 2008 Dini criou o Musicaxias na rádio 87,5 FM. Após dois anos, o programa se transferiu para a UCS FM e ficou no ar até 2011. “Com o Musicaxias surgiram outros espaços para a música autoral. O Pioneiro passou a publicar todo dia sobre a música local, a TV Câmara e a UCS TV começaram a dar mais espaços para as bandas daqui. O Musicaxias tornou a música autoral uma pauta relevante”, registra.

com a banda Zava

Crédito: acervo Musicaxias

Ainda hoje existem espaços, segundo Dini, inclusive webrádios. Para ele, a divulgação não é mais a culpada pela falta de público das bandas caxienses. Baterista da banda Os Oitavos, o jornalista acredita que o problema atual é a falta de fidelização entre músicos e público. “Há várias bandas boas em Caxias, mas ainda falta um diferencial, algo que faça com que as pessoas divulguem a banda para os amigos. Eu acho que os produtos estão se qualificando, mas ainda não tem algo bom o suficiente que se destaque, que mereça uma projeção nacional, por exemplo. Hoje não se depende mais de um contrato de gravadora, a internet torna tudo mais acessível, mas é preciso ter algo relevante para conquistar fãs. Fã não se perde nunca”, finaliza.

BOX

Grande parte da história do rock caxiense está registrada no documentário Volume Um! Em bom som!, lançado em 2009. As dificuldades, as primeiras bandas, os primeiros hits. Através de dezenas de entrevistas, o diretor Jorge de Jesus narra  em boa parte do que aconteceu no cenário musical da cidade entre o surgimento da banda Lobo da Estepe, na década de 70, e a apresentação da banda Bandida na TV Globo. Financiado pelo Fundo Procultura, Volume Um! tem 80 minutos de duração e exigiu dois anos de produção. “Eu tive a ideia em 2007, mas ela só tomou forma mesmo quando conversei com o Marcelo Mugnol, que tinha uma lista de bares e de bandas que tocavam na época. Então a gente fez uma lista de quem entrevistar, me baseei muito nas minhas memórias, no que eu vivi. Muita gente ficou de fora, mas era impossível colocar todo mundo”, diz o diretor.

Quando era adolescente, Jesus fez parte da banda HPS, junto com Rafa Schuler. Ao concluir que não tinha futuro na carreira de vocalista, passou a auxiliar na produção de bandas, o que fez com que conhecesse muita gente na área da música. “Tudo era muito difícil, a gente comeu o pão que o diabo amassou. Para vender shows a gente ligava de orelhão, por exemplo, mas a gente vendia. As bandas tocavam em Cruz Alta, Farroupilha, Bento Gonçalves. As bandas de hoje já não fazem mais isso, elas ficam presas na cidade, não correm atrás”, afirma.

Além da razão óbvia de registrar a história da música local, um dos objetivos do documentário era justamente mostrar à nova geração que, apesar das dificuldades e do amadorismo, muitos músicos conseguiram firmar uma carreira na cidade e viver do que amam. “Hoje o pessoal está muito acomodado. Eles precisam entender que ter uma banda é como ter uma empresa. Precisa saber se autogerir. Tem que fazer um cartaz legal pro show, divulgar, sair e vender ingressos. Não adianta só jogar na internet e esperar que as coisas aconteçam. Tem que criar expectativas e ter foco. Assim como uma criança, o rock caxiense foi um embrião lá nos anos 80. Agora a criança cresceu, o cenário está aí e tudo está na mão. Essa gurizada tem que aprender a andar e se virar”, resume.

As histórias retratadas em Volume Um! não são únicas. Tudo que aconteceu em Caxias, aconteceu também em outras tantas cidades do país. Por essa razão, o documentário não atingiu um público nacional, mas é um dos maiores registros culturais da cidade. “Vez ou outra me chamam para conversar com a gurizada nas faculdades e isso é o melhor retorno que eu podia receber, nunca pensei que aconteceria. Só que sempre que eu falo com essa gurizada, eu digo: aproveitem ao máximo as aulas de vídeo da universidade, nós precisamos firmar o cenário audiovisual da cidade, assim como a música. Quando me perguntam sobre uma sequência do filme, eu digo: O Volume Dois é da gurizada de agora, eles é quem tem que fazer”, finaliza o diretor.