Indústria da música alega que 95% dos downloads são ilegais

Salamander Davoudi
Financial Times

Um quarto de toda a receita da indústria fonográfica vem dos canais digitais, mas compartilhamento de arquivos online continua a minar a indústria fonográfica global, com as vendas de música física ou digital caindo no ano passado. A Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI), uma entidade setorial, estima que 95% dos downloads de música em todo o mundo são ilegais. A IFPI disse que as vendas de música física, como CDs, caíram 16%, para US$ 11,6 bilhões. O crescimento das vendas digitais desacelerou para 12%, chegando a US$ 4,2 bilhões. As gravadoras têm lutado para compensar o declínio acentuado na venda de CDs ao longo dos últimos 10 anos. O crescimento digital está desacelerando, apesar dos novos serviços online legais como o Spotify e do número crescente de países adotando legislação para proteção do direito autoral. A taxa de crescimento digital caiu de 25% em 2008 para 12% no ano passado, deixando as vendas de música em geral em queda pelo 10º ano consecutivo.

John Kennedy, presidente executivo da IFPI, disse: “Seria ótimo poder relatar que essas inovações foram recompensadas com crescimento do mercado, mais investimento em artistas, mais empregos. Infelizmente, este não é o caso”. “A pirataria digital continua sendo uma enorme barreira para o crescimento do mercado.” As vendas globais da indústria fonográfica -tanto física quanto digital- caíram 30% ao longo dos últimos cinco anos apesar do crescimento de 940% nas vendas digitais, segundo a IFPI.

A IFPI disse que países como a Suécia, Taiwan e Coreia do Sul conseguiram certo sucesso após introduzir uma legislação de direitos autorais, com aumento nas vendas de CDs. A Espanha foi apontada e descrita como correndo o risco de se transformar em um “deserto cultural”, em parte pela “apatia tolerada pelo Estado” em relação ao compartilhamento de arquivos. “A Espanha tem o pior problema de pirataria dentre todos os grandes mercados da Europa. Em 2009, nenhum novo artista espanhol figurava nos 50 álbuns mais vendidos, em comparação a 10 em 2003”, disse Kennedy.
Tradução: George El Khouri Andolfato

FONTE: http://www.24horasnews.com.br/index.php?tipo=ler&mat=317637
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Com informações do IDGNow:

Justiça dos EUA reduz valor da multa por violação de direitos autorais

A estadunidense Jammie Thomas-Rasset foi condenada em junho de 2009 a pagar uma multa de 1,92 milhão de dólares a seis gravadoras por baixar 24 músicas do programa de compartilhamento de arquivos, Kazaa. O juiz federal que julgou o caso, no entanto, resolveu reduzir a multa para 54 mil dólares.

Apesar da redução, o valor ainda é considerado muito elevado pelo advogado de Jammie, Ray Beckerman: “É obviamente um grande avanço, mas ainda é excessivo”, disse Beckerman. “Parece ter sido baseado na conclusão do júri de que a ré mentiu sob juramento”, disse.

A RIAA, associação das grandes gravadoras americanas que as representa no caso, tem sete dias para aceitar ou rejeitar a nova decisão. Caso a associação rejeite o novo valor, o caso irá a novo julgamento.

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