A sonoridade do Ária Trio incursiona pelo cinema em novo CD

Grupo lança, dia 21 de novembro, disco inspirado na trilha sonora do curta-metragem O Inimigo

Ária Trio 5 - Crédito Regina Lain

O grupo de música instrumental Ária Trio apresenta dia 21 de novembro, na Casa da Cultura de Caxias do Sul, músicas do seu terceiro e mais recente trabalho, o CD da trilha sonora do curta-metragem O Inimigo. Já conhecido pela qualidade de sua pesquisa e composição musical, o Ária agora retorna aos palcos depois de um período de imersão criativa cujo resultado é um disco de atmosfera mais densa, experimental, diferente do seu já consagrado estilo.

Da combinação do piano de Esmeralda Frizzo, da harmônica de Ricardo Biga e do violão de Tomás Savaris, agora surge uma sonoridade singular, pois sete das oito faixas de O Inimigo originam-se de temas exclusivamente compostos para a trilha sonora do curta homônimo – com exceção de Meia Noite no Cais, do segundo disco do grupo. “Desde a formação do Ária, em 2000, compomos sempre pensando em trilhas sonoras. E nesse primeiro trabalho, percebemos que os temas compostos para cenas de 15, 20 segundos, por exemplo, teriam potencial para se transformar em canções de três, quatro minutos. Então elas tomaram corpo, com uma sonoridade que nos deixou muito satisfeitos”, comenta Biga. O músico conta que imaginou a continuidade das cenas para compor a continuidade das músicas. “Como se fosse um filme dentro do filme”, exemplifica.

O curta-metragem O Inimigo é inspirado em um conto do escritor russo Anton Tchecov, e estreou em Caxias do Sul em junho deste ano. Dirigido por Marcos Costa, com roteiro de Alexandre Lima, o drama revela uma situação de exploração e trabalho infantil. “Muitos consideraram o filme pesado. No entanto, o disco acabou desassociado à trama, apesar de inspirado nela. Mantivemos inclusive alguns recursos sonoros utilizados nas cenas, como ruídos, passos…”, revela Biga.

Para o show do dia 21, o Ária Trio promete ao público uma experiência musical intensa. O repertório terá ainda temas dos dois primeiros discos do trio, já aclamados por público e crítica. O percussionista Marlon Castilhos fará participação especial. “Estamos ansiosos para subir ao palco, mostrar nosso novo trabalho e revisitar nossos sucessos”, destaca Biga, adiantando que a apresentação abre nova temporada de shows, circulações e produções que deverá se estender durante o ano de 2019, ano que precede as comemorações dos 20 anos do grupo.

O Ária Trio

Com um repertório de música instrumental autoral, resultado de uma extensa e contínua pesquisa musical, o Ária Trio faz uma rara combinação de piano, violão e harmônica. O grupo iniciou os trabalhos em 2000, em Caxias do Sul. Após anos de experimentação, composições, arranjos e shows com material próprio e releituras de nomes consagrados da música mundial, em 2009 lança seu primeiro álbum,AD LIBITUM, contando, neste período, com o músico Valdir Verona na viola de dez cordas e violão, e com a participação especial dos percussionistas Edemur Pereira (RS) e Rosa Amélia (MG). A partir de 2012, além de Esmeralda Frizzo (Piano) e Ricardo Biga (Harmônicas), o violonista Tomás Savaris substitui Verona. Em 2015, o trio ainda mais coeso e maduro, lança seu segundo disco,ÁRIA TRIO II. O grupo apresentou-se em várias cidades do Sul e também em estados como Pernambuco, Paraná e Minas Gerais. Saiba mais: http://www.ariatrio.com

Serviço

O que: show de lançamento do disco O Inimigo, do grupo Ária Trio

Quando: dia 21 de novembro, às 20h30min

Onde: Teatro Municipal Pedro Parenti – Casa da Cultura (Rua Dr. Montaury, 1333 – Fone 3221.3697 – Caxias do Sul)

Ingressos:antecipados a R$ 20 à venda no local do show, na Teclas & Cordas – Cursos de Música (Guia Lopes, 611 – sala 204 – Fone 3028.1746 e 99971.3479) e na GT Ensino Musical (Marquês do Herval, 1102 – sala 02 – Fone 3039.2517). Na hora: R$ 40

Venda do CD: o disco estará sendo vendido na ocasião do show na modalidade paywhatyouwant (pague o quanto quiser).

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Yangos representa a música sul-brasileira na Copa do Mundo da Rússia

YANGOS credito PAULO PRETZ_03

Série de shows durante o Mundial consolida o alcance internacional do grupo da Serra Gaúcha

O grupo caxiense de música instrumental Yangos está de malas prontas para embarcar à Rússia e consolidar sua fase mais internacional em 12 anos de carreira. Dia 3 de julho, chega à sede da Copa do Mundo 2018 para uma série de shows por meio do Brasil Music Exchange (BME). César Casara (piano), Cristiano Klein (cajón e bombo leguero), Rafael Scopel (acordeon) e Tomás Savaris (violão), únicos representantes do Sul do Brasil, vão dividir a atenção do público ao lado de nomes como Emicida, Hermeto Pascoal, Liniker e Mart’nália.

O convite para tocar durante a Copa do Mundo 2018 é mais uma conquista internacional entre as vividas nos últimos meses pelo Yangos, incluindo a indicação ao Grammy Latino, nos Estados Unidos, no final do ano passado, a participação em “La Feria Internacional de la Música” (FIMPRO) no México, em meados de maio, além de shows na Colômbia, Argentina, Uruguai. Antes de desembarcar na capital Russa, o grupo ainda faz shows em Portugal.

O convite para estar entre os representantes do Brasil na Copa do Mundo da Rússia surgiu ano passado, quando a Embaixada do Brasil levou o grupo para um show na Colômbia. A partir de então as negociações foram se intensificando. “Na verdade, estamos embarcando ainda sem saber quantos shows faremos, nem os locais certos. Mas temos a garantia de que tudo ocorrerá de forma profissional. Para a Yangos, a Copa já está ganha”, brinca Casara. “Estamos voando alto mesmo, o que é resultado de um trabalho sério consolidado ao longo dos anos”, comenta. A Yangos vai apresentar um repertório que contempla músicas de seus cinco discos, com destaque para Brasil Sim Senhor, cuja sonoridade reflete sua passagem por palcos de todas as regiões do país.

Música de primeira

Com a formação original inalterada, o quarteto da Serra Gaúcha tornou-se uma referência da música instrumental sul-brasileira, com a qual está rodando o mundo, literalmente. A fusão de milongas, chamamés e chacareras com o jazz e a música regional brasileira resulta em encontro potente e criativo de boa música. “Nos consideramos uma tribo, mais do que um grupo musical. Todos colaboram, todos se respeitam, todos são muito amigos. Chegamos aonde chegamos muito graças a essa cumplicidade. Aí a sonoridade flui naturalmente”, comenta Casara.

A carreira registra cinco discos, entre eles Pampa: Pátria de Todos, lançado em 2016, em parceria com o cantor argentino Dante Ramon Ledesma (recebeu uma premiação e três indicações ao Prêmio Açorianos de Música), Chamamé, indicado ao Grammy Latino e cuja produção é assinada pelo maestro do violão pampeano, o argentino Lúcio Yanel, e Brasil Sim Senhor. Esse último, lançado em 2018, integra o selo Natura Musical.

Sobre o BME

O Brasil Music Exchange (BME), projeto de exportação de música brasileira em parceria com a Brasil, Música & Artes (BM&A) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), recebeu 81 propostas de diversos gêneros musicais (27 instrumentais e 54 não-instrumentais) das cinco regiões do Brasil. A seleção foi feita pelos jurados Andrei Muchnik, editor do The Moscow Times; Hugo Casalinho, programador da Radio France International; e Ayrton Martini Filho, CEO da FAHM Cultura e Arte e secretário-geral da BM&A.

O gerente do BME, Leandro Ribeiro, comenta que, apesar da proporção de inscritos da região Sudeste ter sido maior, o projeto conseguiu selecionar candidatos de todos os locais e com diferentes estilos. “Não há uma classificação em termos de superioridade de uma banda sobre as outras. A seleção reflete a opinião dos jurados em relação à representatividade cultural brasileira na Copa, além de terem a responsabilidade de levar um Brasil diverso, criativo e único, para que a imagem da música do nosso país seja cada vez mais elevada. Com isso, acreditamos que o Brasil esteja bem representado e que as portas se abram para outros artistas”, ressalta.

Mais Yangos

O trabalho da Yangos está disponível em todas as plataformas de streaming, nos canais oficiais do Spotify, YouTube e Soundcloud, além do Facebook e Instagram @yangosoficial. Site oficial: www.yangos.com.br.

Da Serra ao Cerrado traz mistura de ritmos brasileiros para Caxias do Sul

Espetáculo irá mostrar uma experiência viva de cultura popular e diversidade de estilos

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Reunir a música das regiões Sul e Sudeste: esse é o objetivo do espetáculo Da Serra Ao Cerrado. O projeto aprovado pela Lei de Incentivo à Cultura de Caxias do Sul, apresentará a versatilidade dos ritmos da viola caipira e do acordeon, instrumentos responsáveis por transmitir a riqueza de duas culturas tão diferentes.

O espetáculo é uma realização da produtora Viola de Nois, de Minas Gerais e conta com apoio cultural da Marcopolo, Servicarga e SESC Caxias, chega à cidade em 22 de abril e trará temas que cantam sobre a vida no campo e valorizam o folclore e ritmos brasileiros. O grupo é formado por oito músicos: Valdir Verona, Rafael De Boni, Paulo Siqueira e Robison Boeira – representantes da região Sul e Tarcísio Manuvéi, Arnaldo Freitas, José Mauro e Bruno Takashy – representantes da região Sudeste. Durante o show, será promovida a troca de experiências em tempo real com o público, e a plateia conhecerá pontos divergentes e convergentes dessas culturas, a partir das versatilidades de ambos os instrumentos e das técnicas e habilidades de cada participante.

Também será realizada uma oficina gratuita, de viola e acordeon, com duas turmas. Esse workshop será voltado para músicos profissionais e amadores, que queiram conhecer os ritmos Da Serra, como a chamarrita e milonga, e do Cerrado, como a folia e o pagode – separando o cipó preto e recortado. Pessoas que não tocam nenhum instrumento também são convidadas a participar e aprender mais da cultura dessas regiões. A oficina acontece dia 21 de abril no Teatro do SESC, o horário da primeira turma é das 10h às 12h e o da segunda turma, das 14 às 16 horas. As vagas são limitadas e os interessados devem se inscrever até o dia 20 de abril, de forma presencial no SAC do Sesc Caxias do Sul,  pelo telefone (54) 3221-5233 ou pelo e-mail blima@sesc-rs.com.br.

Serviço

Espetáculo musical Da Serra Ao Cerrado

Quando: dia 22 de abril, às 20h

Local: Teatro Pedro Parenti (Rua Dr. Montaury, 1333 – Caxias do Sul)

Ingresso – R$ 10, no local

Evento no facebook: https://www.facebook.com/events/211212112982026/

O espetáculo Serra Ao Cerrado é promovido pela Lei de Incentivo à Cultura de Caxias do Sul e é uma realização da produtora Viola de Nois, de Minas Gerais. Apoio cultural da Marcopolo, Servicarga e SESC Caxias.

Workshop de Viola e Acordeon

Quando: dia 21 de abril

Horários: Turma 1 – 10h ao 12h e Turma 2 – 14h às 16h

Local: Teatro do SESC (Rua Moreira César, 2462 – Caxias do Sul)

Vagas limitadas, inscrições gratuitas até 20/04, de maneira presencial no SAC do Sesc Caxias, pelo telefone (54) 3221-5233 ou pelo e-mail blima@sesc-rs.com.br.

Evento no facebook: https://www.facebook.com/events/604207853289827/

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Perfil dos Músicos

Valdir Verona – natural de Caxias do Sul – RS, toca viola e é músico há trinta anos, atuando nos mais diversos formatos de apresentações. Possui sete CDs lançados, três livros com CD’s encartados e diversas participações em gravações de DVD’s e discos.

Rafael De Boni – nasceu em Vacaria, participou de vários conjuntos e acompanhou diversos artistas solos em shows e festivais de música. De Boni gravou mais de 300 participações como acordeonista e contrabaixista, em CD`S de música popular, gaúcha, sertaneja, italiana e evangélica. Atualmente, atua no Duo de viola e acordeon “Encontro das Águas”.

Robison Boeira – o caxiense é considerado uma das grandes expressões da gaita de botão na atualidade. Em 2010 gravou seu primeiro disco, o “Alma Chamamecera”, que o concedeu 3 indicações ao Prêmio Açorianos de Música: Melhor Instrumentista, Melhor Compositor e Revelação do Ano.

Paulo Siqueira – representante da região Sul, natural de São Jorge da Mulada, participou durante 10 anos do grupo “Os Bertussi”. A cerca de 10 anos, Siqueira atua como professor de acordeon em Caxias do Sul. Em 2010 recebeu da Prefeitura da cidade o título de “Mestre da Cultura Popular Caxiense.

Tarcísio Manuvéi – o mineiro é conhecido por seu trabalho de difusão da cultura e viola caipiras. Tarcísio é forte representante da cena musical brasileira, fazendo parceria com o ícone da música raiz Pena Brancal. Reconhecido pela crítica especializada Tarcísio Manuvéi recebeu o “Prêmio Rozini de Excelência da Viola Caipira” oferecido pelo Instituto Brasileiro da Viola Caipira – IBVC, como o melhor das categorias: grupo de viola (2011/2013) e intérprete (2013). Em 2016 foi convidado pela Nissan para conduzir a Tocha Olímpica no revezamento que aconteceu em Uberlândia.

Arnaldo Freitas – representante da região Sudeste, é considerado um dos principais violeiros da nova safra da música instrumental brasileira. O músico se destaca pela habilidade com a viola caipira, sendo influenciado principalmente por Tião Carreiro e pelos diferentes universos das cordas de Paco de Lucia e Andrés Segovia.

José Mauro – nascido em Uberlândia, o jovem começou a trilhar muito cedo o caminho musical. Ele canta e toca viola caipira, violão, guitarra e acordeon. Em 2007 lançou seu primeiro trabalho de música raiz, “Viola na Cachola”, com apenas 11 anos. Atualmente, segue sua carreira instrumental, com a dupla que forma com a irmã, além de acompanhar artistas como Tarcisio Manuvéi e a renomada dupla, As Irmãs Barbosas.

Bruno Takashy – o jovem é outro representante da região Sudeste, tendo se destacado nacionalmente na esfera da viola brasileira e suas vertentes. Instrumentista, cantor e compositor, ele é conhecido pelo trabalho inovador aliando a viola aos diversos estilos musicais tais como o Country, o Rock, Choro, Erudito, Sertanejo e Popular. Já diversas premiações e concursos tendo como destaque XXVI e XXVII Concurso de Violão Souza Lima; II Festival “Viva São Gonçalo” Instrumental; III Patos & Viola Instrumental; I Festival de Música Sertaneja-Raiz da Faculdade Cantareira.

Banda Cellina lança Arpoador

Show de lançamento do primeiro disco da banda caxiense será no Teatro do SESC Caxias, dia 23 de novembro, com entrada franca

Cellina - Maurício Concatto

O rock alternativo da Cellina ganha o palco do Teatro do SESC Caxias no dia 23 de novembro, quando a banda caxiense faz show de lançamento do seu primeiro álbum, Arpoador. As nove faixas do CD, financiado pelo Financiarte, edital da Prefeitura de Caxias do Sul, serão executadas ao vivo para marcar uma nova fase da banda. A entrada é franca e o CD estará à venda no local a R$ 10.

A formação da Cellina tem base em 2009, ainda com o nome de Open. De lá pra cá a banda intervalou seus trabalhos e aparições e trocou de nome em 2015. Então como Cellina, consolidou-se no cenário underground de Caxias com músicas próprias influenciadas pela pegada do hard rock, do hard core e do grunge. “Cada um de nós trouxe suas influências, e chegamos a um rock alternativo para definir nosso estilo, na linha do Foo Fighters”, explica o baterista Guilherme Mello, que completa o power trio com Jhéferson Messias (vocal e guitarras) e Alexandre Tatto (baixo).

As letras assinadas por Jheferson refletem sobre relacionamentos e temas existenciais. Resumo dessa temática está em Encontrar, música de trabalho de Arpoador. “Um dos diferenciais são mesmo as letras, mais elaboradas, que se relacionam muito bem com o nosso público. Tivemos muitos feedbacks positivos em relação a isso”, comenta Guilherme. Vale lembrar que a Cellina já abriu shows de bandas como Fresno e Matanza.

O disco foi gravado no estúdio Linha Sonora e tem produção musical de Jonas Godoy. No show do dia 23, a banda terá participação especial do guitarrista Cássio Vianna.

Sertanejo evangélico para louvar a Deus

Cantor gospel João Sadraque lança dia 12 de novembro seu segundo disco, Minha Força é o Senhor

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O cantor gospel João Sadraque apresenta dia 12 de novembro, em show na Igreja Assembléia de Deus do bairro Desvio Rizzo, em Caxias do Sul, o segundo disco de sua carreira, Minha Força é o Senhor. Mais do que um show, o artista encara a oportunidade como um culto de gratidão a Deus “por mais uma conquista alcançada”. O show tem entrada franca. O disco, custeado pelo Financiarte, da prefeitura de Caxias do Sul, estará à venda no local a R$ 20.

João já é conhecido na comunidade evangélica de Caxias e região por interpretar canções no estilo sertanejo evangélico. Aos 24 anos e encarando agora o desafio do segundo disco, quer ampliar o alcance de suas “mensagens através das canções a todas as pessoas que reconhecem a necessidade de Deus em suas vidas”. Natural de Júlio de Castilhos, chegou em Caxias ainda menino e, a partir dos oito anos, começou a cantar. “Minha primeira oportunidade foi na igreja Assembléia de Deus em Caxias. Desde então, peguei gosto pela música e comecei a receber apoio da minha família, que junto comigo descobriu e celebrou esse meu dom. Atualmente, canto em diversos eventos. Onde me convidam, lá estou eu”, orgulha-se João, que também dá aula de música.

Em Minha Força é o Senhor o músico segue a proposta do primeiro CD, ou seja, letras de louvor a Deus embaladas pelo ritmo popular do sertanejo. “Procurei não sair muito da idéia do primeiro disco, porque percebi que o público o recebeu muito bem. Apenas procurei acrescentar algo mais universal, não somente para o público jovem, mas para todas as idades”, comenta o autor das 14 faixas do disco, gravado no JV Studio, em Caxias – a gravação teve a participação de vários instrumentistas conceituados na cidade.

Para o show, João estará no palco com a banda que o acompanha há mais de dez anos. Ele não esconde a expectativa de lançar o novo trabalho, mas ainda mais de louvar a Deus. “Acredito que um dos maiores meios de evangelização é a música cantada. É um dos mais importantes tópicos de estratégia para levar uma pessoa a ter um encontro com Deus”.

Rock’n Brew une música e cerveja artesanal

Evento aberto ao público traz a mistura que tem agradado ao público da Serra Gaúcha

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Festivais de rua têm caído no gosto do público da Serra Gaúcha nos últimos tempos. Se há música ao vivo e cerveja artesanal, então, multidões interditam as ruas. A primeira edição do Rock’n Brew ocorre domingo, dia 12 de novembro, e vem com esse objetivo: proporcionar uma forma de lazer que, há pouco tempo, não existia na região, mas que agora já é a primeira opção de muita gente para passar uma tarde de domingo.

A Cervejaria Salvador e a banda ZAVA promovem o evento aberto ao público, que começa às 14h na Fabbrica Complexo Cultural e Gastronômico, em Caxias do Sul. O show será de lançamento do terceiro e mais conceitual disco da ZAVA, o Conatus. Já é possível desfrutar as músicas do álbum, que estão disponíveis nas plataformas digitais, em canais como Deezer, Spotify, Apple Music e Google Play. Com a mesma formação de power trio que conserva desde 2010, a banda consolida-se com um rock contemporâneo e polirrítmico, conduzido na base da energia, da vibração e da originalidade.

Programação

Rock’n Brew

14h – Abertura do evento

15h – Show de abertura com a Banda Salve Jurema, de São Marcos

16h30 – Show de lançamento do CD Conatus, da banda ZAVA, de Caxias do Sul

Cervejaria Salvador

Caxias do Sul ganha mais um atrativo turístico para amantes de cerveja artesanal. Os irmãos Leonardo e Andrigo Salvador, com os sócios Cláudio Ferreira Costa, Fabiano Gasperin e Jocemar Gross, inauguraram em setembro o Salvador Tap Room, na Fabbrica, complexo gastronômico e cultural que ocupa um pavilhão histórico atrás da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes. O local inaugurado em 1942 passou por processo minucioso de restauração nos últimos sete meses, mantendo as características originais da construção.

O tema clássico dita os ambientes do Salvador Tap Room, que segue o conceito militar no projeto desenvolvido pela arquiteta Mariana Marchioro. “Pesquisamos e buscamos itens militares raros em antiquários e com colecionadores para traduzir no Tap Room o espírito da nossa marca”, comenta Leonardo. No Tap Room, cada detalhe remete a histórias militares: as mesas receberam a gravação do nome de batalhas históricas da II Guerra Mundial, como Iwo Jima, Stalingrado e Normandia.

Banda ZAVA

Com músicas que transitam entre a introspecção e a explosão e têm como protagonista a mensagem contida em suas letras, a ZAVA, formada no inverno de 2003, explora em suas composições temáticas sociais, políticas, existenciais e dilemas contemporâneos.

Construída ao longo dos últimos quatros anos, Conatus é uma obra completamente independente. André Quadros (bateria), Daniel Antoniazzi (contrabaixo) e João Peres (voz e guitarra) inspiraram-se no estilo “faça você mesmo”, montaram seu próprio estúdio, produziram, gravaram, mixaram e masterizaram suas próprias canções e agora lançam o trabalho satisfeitos com o resultado alcançado depois de tanto suor. Essa determinação relaciona-se com a abrangência do termo “Conatus”, um conceito filosófico que aponta, entre outros significados, o de que o homem é movido unicamente por seus desejos.

“Levamos quatro anos para conceber esse trabalho, tudo foi feito da forma mais autônoma possível. E isso demandou muito esforço, muito tempo. Se não fosse esse o nosso desejo real, já teríamos desistido”, observa João Peres, autor de letras que flertam com filosofia, psicologia, política, sociologia e existencialismo. O discurso da ZAVA em Conatus, no entanto, está longe de ser panfletário e pretensioso. Se há alguma complexidade, ela está nas entrelinhas, e essas reforçam a maturidade sonora de quem deseja, entre outras coisas, forjar seu marco zero. Detalhe: tudo em claro e bom português.

A singularidade deste novo trabalho se dá também no instrumental do power trio. Os riffs e timbres certeiros de guitarras complementam as construções (e desconstruções) do baixo a da bateria, a resultar em características do rock progressivo, do stoner rock, do grunge e até da música regional brasileira. Uma sonoridade contemporânea que contempla influências pessoais de cada integrante, o que faz emoção e razão andarem lado a lado.

As primeiras pistas dessa consistência sonora estão em Em Círculos e Daqui de Dentro, dois primeiros singles lançados nas plataformas digitais e Como Um Sopro de Silêncio, disponibilizada no site da banda (www.zavaoficial.com) como parte da estratégia de divulgação de Conatus, que tem 12 músicas, mais três faixas bônus na versão de luxo. “A ideia desse trabalho é ir além do comum, é provocar reflexões, é dar novas interpretações para situações cotidianas”, complementa André Quadros.

Serviço

Rock’n Brew

Quando: Domingo, 12 de novembro

Onde: Fabbrica Complexo Cultural e Gastronômico (Rua Nelson Dimas de Oliveira, 11)

Horário: a partir das 14h

Entrada Franca

Banda Cadiablo faz show de lançamento do primeiro disco

Músicas de Ruas Escuras serão interpretadas ao vivo dia 11 de novembro, em Caxias

capa cadiablo

A banda caxiense Cadiablo sobe ao palco do Sala de Teatro Valentim Lazarotto, dia 11 de novembro, a partir das 20h, para o show de lançamento do seu primeiro disco, Ruas Escuras. O trabalho, custeado pelo Financiarte, da prefeitura de Caxias do Sul, tem 13 faixas, todas com a pegada rock característica do grupo. A entrada é gratuita.

O power trio mantém a mesma formação desde os primeiros ensaios, em 2012: Douglas Pezzi (vocal e baixo), Marcos de Vargas (guitarra e backing vocals) e Vinicius Assmann (bateria e backing vocals). Agora, prestes a completar cinco anos de estrada com shows em Caxias do Sul e região, celebra um estágio bem mais profissional. “O lançamento do disco é um marco na nossa trajetória, porque a partir desse trabalho queremos alçar vôos bem mais altos”, projeta Douglas.

As faixas de Ruas Escuras são cantadas em português, com exceção de Devil’s Train, e seguem uma linha melódica bastante eclética, com nuances de blues, progressivo e hard rock. As influências partem de Black Sabbath, ZZ Top, Motörhead e Black Country Communion. Apesar da fusão de estilos, a Cadiablo prefere resumir-se a um rótulo: banda de rock. O trio se revezou nas composições, “que iam surgindo quase que em uma “jam session”, comenta Marcos. A maioria das letras, inspiradas no típico perfil roqueiro on the Road, são assinadas por Douglas. “Algumas são mais sombrias, outras mais animadas”, brinca. Gravado no estúdio Linha Sonora, o disco tem produção de Jonas Godoy, que fez participação especial em algumas faixas com teclado, violão e vocais.

No show do dia 11, a Cadiablo quer botar toda a energia no palco para mostrar a que veio. “No disco procuramos manter essa pegada dos shows, que é uma de nossas características mais marcantes”, revela Vinicius. Vale lembrar que o CD será vendido no local a R$ 20 – e haverá ainda o combo a R$ 40, que dá direito à camiseta com o logo estiloso da banda.

SERVIÇO

O quê: show de lançamento do disco Ruas Escuras, da banda Cadiablo

Quando: dia 11 de novembro, sábado, às 20h

Local: Sala de Teatro Valentim Lazarotto, junto ao Centro de Cultura Ordovás

Quanto: entrada franca

Financiamento: Financiarte – Prefeitura de Caxias do Sul

Ficha técnica Disco Ruas Escuras

13 faixas – Produção musical: Jonas Godoy/ Gravado, mixado e masterizado no Linha Sonora Estúdio

Produção cultural: Caliandra Troian / Fotografias: Elisa Assman / Design gráfico: Egge Agencia Digital